TESTAMENTO DA IRA



Antero, velho cacique, mostrando como é a farda usada nos rituais e festejos dos Xukuru. A roupa é feita de palha de milho e o chapéu é feito de palha de ouricuri e fibra de coroá, aldeia Cana Brava, município de Pesqueira, Pernambuco. Foto: Aderbal Bran.














Profecia (Ou testamento da ira) Canção de Cordel do Fogo Encantado

Salve o povo Xucuru!!!

Na cumeeira da serra Ororubá o velho profeta já dizia Uma nova era se abre com duas vibras trançadas Seca e sangue Seca e sangue*

Herdeiros do novo milênio Ninguém tem mais dúvidas O sertão vai virar mar E o mar sim Depois de encharcar as mais estreitas veredas Virará sertão

Antôe tinha razão rebanho da fé A terra de todos a terra é de ninguém Pisarão na terra dele todos os seus E os documentos dos homens incrédulos Não resistirão a Sua ira

Filhos do caldeirão Herdeiros do fim do mundo Queimai vossa história tão mal contada

Ah! Joana Imaginária Permita que o Conselheiro Encoste sua cabeleira No teu colo de oratórios Tua saia de rosários Teu beijo de cera quente

E assim na derradeira lua branca Quando todos os rios virarem leite E as barrancas cuscuz de milho E as estrelas tocadeiras de viola Caírem uma por uma

Os soldados do rei D. Sebastião Mostrarão o caminho



Profecia do Pajé Cauã (extraído do livro Lampião Seu Tempo e Seu Reinado, vol. 1, Frederico Bezerra Maciel)




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